06/08/03 - Renault aposta no Recof
para reduzir prazos
São Paulo, 5 de Agosto de
2003 - A Renault está implantando o software Recof Sys, fornecido
pela Softway/Softcomex para cumprir exigências da Receita Federal
para habilitação no Regime Aduaneiro Especial de Entreposto
Industrial sob Controle Informatizado (Recof), que possibilita ganhos
na importação de insumos.
A montadora é uma das primeiras
no País a iniciar os procedimentos, depois que as empresas automobilísticas
foram incluídas no regime, antes restrito aos setores de informática,
telecomunicações e aeronáutico. De acordo com o
gerente de organização financeira da Renault, Elmar Trovão,
o principal ganho está relacionado ao prazo logístico.
O desembaraço da mercadoria na Alfândega acontecerá
imediatamente e em dois dias as importações chegam na
fábrica da Renault. O despacho de importação se
inicia com o registro da declaração de importação
(DI) no Siscomex – Sistema Integrado de Comércio Exterior.
As declarações parametrizadas
para um dos canais de conferência aduaneira: Verde, Amarelo, Vermelho
e Cinza. Quando o despacho é selecionado para o verde, a mercadoria
é desembaraçada pelo sistema, devendo o importador comparecer
à Alfândega apenas para retirar o Comprovante de Importação.
Quando o despacho é selecionado
para os outros canais é necessário que o importador apresente
à Alfândega os documentos necessários à sua
análise. Somente a partir da entrega dos documentos é
que a Alfândega poderá iniciar a análise do despacho.
"Nestes casos, o prazo logístico cairá de até
20 dias para 2 dias", diz. Pelo Recof, o pagamento de impostos
passa a ser feito quando os produtos industrializados são postos
no mercado, já sem o ônus do que é exportado.
A Receita faz o controle diretamente
nos sistemas informatizados das empresas cadastradas, com a possibilidade
de auditoria dos dados a qualquer momento. Com os insumos para a produção
sendo admitidos no País com suspensão total dos impostos
e 100% parametrizados em canal verde, o setor automotivo reduzirá
significativamente os custos, segundo o gerente de sistemas de regimes
especiais da Softway/Softcomex, Menotti Franceschini. (Tecnologia da
Informação2)(Cristina Borges Guimarães)